Por: Alexandre Caldini

autor do livro "Networking versus Notworking"

Por: Alexandre Caldini

autor do livro "Networking versus Notworking"

13 fevereiro, 2020 • 9:50

Dia desses, eu palestrava para um grupo de executivas bastante seniores. Algumas eram empresárias, quase todas haviam sido presidentes de empresa e várias eram conselheiras em grandes organizações. Quando falei sobre Networking citando meu último livro, fiquei surpreso com a reação: encantaram-se com as dicas que dei. Dicas simples, práticas, de bom senso; nada do outro mundo.

Ao final de minha apresentação, algumas vieram falar comigo. Disseram mais ou menos a mesma coisa: achavam que eram ruins de Networking! Surpreso, tentei compreender por que empresárias e executivas bastante experientes e de grande sucesso achavam que não eram boas nisso? Não fazia sentido. Conclui que, na verdade, nós não sabemos ao certo o que é Networking e que, por isso mesmo, achamos que não o fazemos direito.

Sabe aquele seu conhecido que parece ter o celular de todo mundo do George Clooney ao Papa Francisco, da Lady Gaga a Rainha Elizabeth? O mesmo sujeito que é amigo de infância dos presidentes dos três poderes da República, independentemente de quem seja eleito? Pois é, essa pessoa não é boa de Networking: ela ou é promoter de festas ou é lobista profissional.

Muitos de nós achamos que fazer Networking é viver em coquetéis, festas, cafés e almoços de negócios. Achamos que precisamos participar de cursos de enologia e gastronomia e que precisamos aprender a jogar golfe e fumar charutos. Imaginamos ser necessário viver uma vida de relacionamento social intenso para garantir uma robusta rede de amigos poderosos. Mas Networking não é isso. É mais simples e melhor que isso. Você não precisa ser o sujeito mais popular da empresa para ser bom de Networking.

Ser bom de Networking é criar e cultivar relacionamentos genuínos, tranquilos e consistentes, baseados em sincero bem querer. É algo natural ainda que cultivado. É algo agradável e que se estabelece por afinidade. É de longo prazo. Se dele resultar algo mais que a satisfação da relação, ótimo, mas esse não é o objetivo primeiro do relacionamento. O que se quer, num relacionamento de verdade, é o relacionamento em si. O que se quer é o alimentar-se e alimentar o outro. É a famosa cross-fertilization: dar e receber conhecimento, reconhecimento, apoio e gentileza. Numa palavra: é uma troca de afeto.

Minhas amigas seniores, mesmo sem saber, muito provavelmente viviam uma vida plena em Networking. Como viam lobistas e promoters bajulando e alardeando serem íntimos de gente poderosa, e elas, por compostura e ética, não agiam assim, acreditavam que todo mundo que fazia diferente disso era ruim de Networking. Minhas amigas viviam Networking, o que é muito diferente e melhor que fazer Networking. Viviam o Networking que faz bem a alma e a carreira: aquele que não se limita a poderosos, mas a todas as pessoas. Viviam o Networking que se faz por prazer e amor e não por obrigação e ganho. Elas, minhas craques amigas, viviam o nobre e verdadeiro Networking!

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