Por: Roberta Sotomaior

co-fundadora do Bloom - Empresas que cuidam de famílias

Por: Roberta Sotomaior

co-fundadora do Bloom - Empresas que cuidam de famílias

9 abril, 2020 • 9:12

Ao longo do enfrentamento à Covid-19, reportagens mostraram como a pandemia impacta as mulheres — sim, especificamente as mulheres. Nos hospitais, elas estão na linha de frente. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 70% dos profissionais de saúde no mundo são mulheres, porcentagem que se repete no Brasil. Estamos falando de médicas, enfermeiras e técnicas que trabalham incansavelmente para conter o avanço do vírus. 

Mas não só na saúde. Há uma frente, menos óbvia, em que mulheres também estão na dianteira. Um trabalho que o distanciamento social acentua. Mães que, com o fechamento das escolas e dos escritórios, precisam mais do que nunca equilibrar as demandas da vida profissional e familiar. 

Mulheres são responsáveis por quase 80% de todo o trabalho invisível dentro de casa, como cuidar das crianças, organizar as tarefas domésticas, zelar pelos parentes doentes. Trabalho sem remuneração e muitas vezes sem reconhecimento. Segundo o IPEA, mulheres dedicam até 25 horas semanais aos trabalhos domésticos enquanto os homens dedicam 10 horas no mesmo período. 

Mesmo quando estão no mercado de trabalho, as mulheres são sete vezes mais propensas a cuidar rotineiramente das crianças do que os homens, aponta uma pesquisa conduzida recentemente no Estados Unidos pela Gallup. Outra, do instituto americano KFF, mostra que quando as crianças precisam faltar à escola, as mães são dez vezes mais propensas a sair do escritório e ficar com elas em casa do que os homens — além de serem as principais responsáveis dentro de casa pelos cuidados com a saúde das crianças. 

Por isso, precisamos cuidar das mulheres. Ainda mais em tempos da pandemia.

Desde a semana passada, vimos gestores e lideranças de empresas mobilizados em rearranjar as estruturas de grandes, médias e pequenas organizações para assegurar o trabalho remoto de seus colaboradores e implementar medidas de saúde, que têm um valor inestimável para toda a sociedade. Somos todos parte da solução deste grande desafio e só será possível vencer se todos caminharmos numa mesma direção.

Como apoiar mães e pais em home office?

– Conecte mães e pais da sua empresa para que troquem experiências e compartilhem dúvidas. Na parentalidade, conexão faz toda a diferença! Você pode criar um comitê com mães e pais para que fiquem responsáveis pela comunicação entre o grupo e o RH.

 – Compartilhe informações confiáveis sobre como famílias podem lidar com os desafios do momento: orientações de saúde física e mental, organização do trabalho remoto com crianças por perto, conversas com as crianças pequenas sobre o cenários atual. O Bloom disponibilizou no Spotify, de forma gratuita, uma playlist com histórias para ouvir em família.

– Flexibilize suas expectativas. Uma postagem recente do Chief Business Officer do LinkedIn, Daniel Shapero, resume tudo:

“Não faz mais sentido esperar uma atenção total em relação ao nosso trabalho durante o dia, dado que as crianças estão em casa, os amigos e os entes queridos podem estar passando por necessidades físicas ou emocionais, e nós mesmos gerenciando o estresse da situação atual.

Líderes, demonstrem às suas equipes que não há problema em sair de uma reunião porque uma criança precisa de ajuda ou porque queremos responder a uma mensagem da nossa família. Está tudo bem. Não peça desculpas. Estamos todos tentando ser produtivos enquanto cuidamos de nós mesmos e daqueles que nos rodeiam.”

Se a sua empresa está adotando alguma prática de gestão de pessoas voltada para os pais e mães, aproveite para incluir essa boa ideia na plataforma do GPTW Bom Para As Pessoas e Os Negócios. Queremos compartilhar mais iniciativas que podem ajudar e inspirar outras empresas a transformar a sociedade!

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