Por: Great Place To Work®

Por: Great Place To Work®

25 fevereiro, 2025 • 10:58

Em 2026, celebramos 30 anos de Great Place To Work® no Brasil. Ao longo dessas três décadas, escutamos milhões de funcionários e apoiamos milhares de organizações na construção de culturas de confiança e ambientes de trabalho mais saudáveis, produtivos, inovadores e mapeamos as tendências da gestão de pessoas.

São anos de experiência entendendo o que faz de uma empresa um excelente lugar para trabalhar. Uma escuta contínua, sustentada por uma metodologia que transforma dados em ação e apoia decisões que fortalecem o Efeito GPTW: mais confiança, melhor experiência das pessoas e melhores resultados para as organizações.

Um Great Place To Work também se constrói compreendendo o cenário externo, as mudanças de mercado e as transformações sociais. Por isso, em 2019, lançamos a 1ª pesquisa de Tendências em Gestão de Pessoas, que mapeia os principais desafios e prioridades da gestão de pessoas no nosso país. Um marco na nossa história.

Agora, chegamos à 8ª edição da pesquisa e ampliamos nosso escopo para toda a América Latina, reforçando nosso compromisso de analisar as tendências que impactam as organizações em diferentes países. 

Neste ano, depois de um período marcado pela reorganização dos formatos de trabalho, pela aceleração da tecnologia e por comportamentos profissionais em mutação, surgem novos direcionadores estratégicos para quem atua em Recursos Humanos.

A pesquisa Tendências em Gestão de Pessoas 2026 revela um cenário claro: as empresas estão mais cautelosas, mais orientadas a resultados e enfrentam desafios que exigem visão de longo prazo e decisões rápidas.

Neste artigo, você encontra as principais Tendências para 2026, organizadas de forma estratégica para apoiar diagnósticos, planejamentos e tomadas de decisão.

As 9 Tendências de Gestão de Pessoas em 2026

1. Liderança orientada a resultados domina a agenda do RH

A liderança segue como a prioridade nº 1 das empresas pelo quinto ano consecutivo — e em 2026 alcança o maior índice da série histórica. O que muda é o que se espera desses líderes.

O que mais cresce em importância:

  • Entrega de resultados, agora no topo do ranking de competências desejadas.
  • Comunicação eficiente e resiliência emocional.
  • Um deslocamento claro da “empatia” — que dominou os últimos três anos — para o quarto lugar.

Os dados mostram um movimento importante: em um cenário instável, as empresas precisam de líderes capazes de combinar performance + direção clara + consistência emocional.

E mais: o desenvolvimento da liderança também aparece como o maior desafio projetado para 2025, reforçando que as empresas sabem o que precisam e ainda lutam para viabilizar programas transformadores.

2. Mercado de trabalho mais cauteloso e competitivo

Outra Tendência em Gestão de Pessoas que se destaca é a mudança na dinâmica do mercado.

Principais sinais da retração:

  • A incerteza sobre oportunidades de negócio atinge seu maior nível histórico.
  • A intenção de contratação cai de 51% para 44,7%.
  • A dificuldade para preencher vagas sobe para 61,4%.
  • A falta de qualificação permanece como a principal barreira.

Ou seja: o mercado está contratando menos, de forma mais seletiva e priorizando profissionais mais preparados técnica e comportamentalmente.

3. Engajamento em queda e aumento no turnover voluntário

O engajamento continua sendo uma meta, mas os números mostram fragilidades.

  • 69,3% das empresas dizem ter equipes engajadas, mas apenas 11% consideram seus times “altamente engajados”.
  • O turnover voluntário aumentou em 39,2% das empresas.
  • Setores como Atacado & Varejo, Saúde e Indústria enfrentam os maiores desafios.

Com o avanço de modelos presenciais, muitas empresas lidam com colaboradores que perderam autonomia e flexibilidade — fatores diretamente relacionados à satisfação e ao desejo de permanência.

4. Diversidade, Equidade e Inclusão permanecem relevantes, mas com menos força estratégica

Apesar de apenas 7,2% das empresas definirem DE&I como prioridade, a maioria afirma que a pauta manteve relevância em 2025.

Desafios que emergem:

  • 76,5% não têm uma área dedicada a DE&I.
  • O maior obstáculo é convencer a alta liderança da importância estratégica da pauta.

A tendência revela um ciclo de maturação: a pauta não retrocede, mas deixa de ser expansiva. As empresas tendem a manter práticas consolidadas e integrar DE&I às rotinas, sem grandes investimentos estruturais.

5. Saúde mental avança para um modelo mais técnico e preventivo

A maturidade da saúde mental nas empresas cresce — e se torna mais orientada a regulações.

  • 98,1% das empresas consideram o tema importante.
  • O mapeamento de riscos psicossociais triplica, impulsionado pela NR‑01.
  • Treinamentos para líderes identificarem sinais de adoecimento aumentam consistentemente.

Ou seja: sai o modelo baseado em ações isoladas (palestras, datas comemorativas), entra um modelo de política organizacional, voltado à prevenção, compliance e indicadores.

6. Desenvolvimento de Pessoas foca em habilidades técnicas e resolução de problemas

A tendência é clara: o mercado quer profissionais que pensem de forma crítica e resolvam problemas reais.

Habilidades mais valorizadas em 2026:

  • Resolução de problemas complexos segue como nº 1.
  • Flexibilidade e resiliência atingem recorde histórico.
  • Habilidades técnicas entram no Top 5 pela primeira vez.
  • Familiaridade com IA ainda é baixa (15,2%), mas será decisiva nos próximos anos.

Profissionais híbridos — técnicos e estratégicos — ganham destaque.

7. Inteligência Artificial cresce, mas ainda existe um grande gap

As empresas avançam no uso da IA, mas sem maturidade plena.

  • 58,1% fazem uso “relativo”.
  • Apenas 24% usam de maneira intensa.
  • O RH é a área com maior adoção (51%), especialmente em:
    • recrutamento e seleção
    • análise de clima
    • avaliação de performance
    • treinamentos

A percepção de que a IA pode substituir funções cresce para 34,4%. O uso pessoal é mais comum do que o uso empresarial. A tendência não é substituição em massa, mas reinvenção de papéis.

8. Presencial cresce, mas flexibilidade segue decisiva para atrair e reter

O formato presencial chega a 51,1% e o remoto cai ao menor índice desde 2020. Ainda assim: 37,1% das pessoas recusam ou aceitam vagas com base no formato de trabalho.

O que isso significa?
Mesmo com o retorno ao escritório, a flexibilidade segue sendo um diferencial competitivo. Empresas que ignorarem esse comportamento tendem a perder talentos.

9. ESG perde tração, mas se mantém estratégico

Apenas 5,8% das empresas consideram ESG prioridade. Ainda assim, 42,5% acreditam que sustentabilidade é essencial para a perenidade dos negócios.

O tema avança mais lentamente por três obstáculos:

  • restrições orçamentárias
  • falta de conhecimento interno
  • complexidade regulatória

A tendência é que ESG avance mais em setores pressionados por normas e investidores.

O que as Tendências em Gestão de Pessoas sinalizam sobre o futuro?

As Tendências em Gestão de Pessoas para 2026 mostram um RH mais estratégico, orientado a resultados e atento aos riscos humanos.
Em um ambiente de incertezas, as prioridades ficam claras:

  • Liderança forte, técnica e consistente
  • Foco em performance, qualificação e engajamento sustentável
  • Saúde mental como política — não como ação isolada
  • IA integrada ao RH com visão ética e produtiva
  • Flexibilidade como parte da estratégia de retenção

Empresas que se anteciparem a essas tendências estarão melhor preparadas para crescer de forma sustentável e construir ambientes de trabalho que realmente performam e cuidam de pessoas.

A íntegra do material, com detalhes regionais e setoriais e muito mais informações, pode ser conferida de forma gratuita. Baixe nosso material!

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1 comentário

  • Postado por: Gilda Lima •

    Excelente material.

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