Por: Daniela Diniz

Por: Daniela Diniz

3 janeiro, 2017 • 7:41

O ano de 2016 entrou para a história como um ano difícil, duro, sofrível. Dos memes criados nas redes sociais às avalanches de notícias ruins, o mundo corporativo teve testada sua capacidade de adaptação – e superação. Dos times, foram exigidos resiliência, paciência e muito trabalho. Dos líderes, eficiênciaProdutividade – não à toa – tornou-se novamente a palavra da moda nos cenários empresariais. Fazer mais com menos, com mais inteligência e mais criatividade.

Em 2017, o gás não será diferente. Será preciso suar muito para bater as metas, para alcançar os resultados traçados no final do ano passado, para engajar as equipes.

A boa notícia é que um ano novo traz sempre a sensação de recomeço. É hora de colocar ordem na casa e estabelecer as prioridades — na vida pessoal e profissional. Aproveitamos o final de 2016 para provocar os profissionais de recursos humanos sobre suas perspectivas para o ano seguinte. Afinal, o que o RH espera de 2017? Um bom ano, para resumir as mais de cem respostas que recebemos.

Para 41% dos nossos respondentes, o orçamento da área deverá aumentar em relação a 2016. Com mais dinheiro, será possível investir mais em pessoas. E para onde vai esse dinheiro? Capacitação e clima. Para 30% dos profissionais de recursos humanos, a prioridade deste ano será Treinamento e Desenvolvimento. Clima está em segundo lugar, com 26% de respostas. A última preocupação está na seleção de pessoas (3% apenas consideram a seleção como uma prioridade na área), o que indica uma tendência de mesmice nesta seara — e um risco para o negócio.

Contratar errado é o primeiro passo para o fracasso do time — e, consequentemente, para a queda dos resultados. E isso leva tempo para curar e custa dinheiro. Para fazer diferente, às vezes é necessário repensar todo o modelo, como fez a Heineken há três anos, em Amsterdã, na busca por um profissional para a área de marketing e eventos. Dos 1734 candidatos, 25 foram chamados para uma entrevista nada convencional. Com baixo orçamento e muito bom humor, a empresa resolveu fazer um vídeo da seleção, intitulado “O Candidato”. Após a edição, os próprios funcionários da Heineken votaram pelo candidato mais adequado à cultura da empresa.  Em pouco tempo, o vídeo viralizou.

Mais do que mídia, no entanto, a Heineken conseguiu criar conexão entre a busca e sua essência. E isso faz toda diferença.

No Brasil, a mesma empresa inovou ao lado da Mars ao criar o primeiro programa de trainees integrado. Em duas edições do programa (2013 e 2014), as duas companhias recrutaram seus jovens e desenharam juntas um modelo inovador de desenvolvimento de talentos. Por meio de um único processo, os selecionados tiveram a oportunidade de trabalhar nas duas multinacionais e serem líderes de projetos que faziam parte dos dois negócios. Num ano em que a perspectiva é de aumento do quadro de funcionários (60% dos respondentes disseram que vão contratar mais pessoas) talvez seja necessário repensar algumas atitudes e mudar velhos hábitos. Parece clichê de réveillon, mas sempre vale como alerta. Um novo ano com expectativas tão otimistas merece um novo olhar sobre algumas práticas.

Quadro de funcionários em 2017

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