As métricas de bem-estar estão ganhando protagonismo como instrumentos estratégicos para orientar o crescimento das organizações. O bem-estar nas empresas hoje envolve a retenção de talentos, a produtividade e o engajamento.
Em um cenário em que abordagens centradas nas pessoas se tornam indispensáveis, acompanhar indicadores que reflitam o dia a dia da equipe se tornou decisivo para qualquer liderança que queira tomar decisões mais inteligentes.
Segundo levantamento da AIHR, níveis baixos de bem-estar podem estar diretamente ligados a ausências frequentes, queda de produtividade e perda de talentos. Por isso, monitorar essas métricas é a base para decisões inteligentes. Continue lendo!
O que são métricas de bem-estar?
Métricas de bem-estar são indicadores usados para avaliar o nível de saúde e qualidade de vida das pessoas em uma organização, com foco em dimensões como saúde física, mental, emocional, social e financeira.
Esses indicadores funcionam como termômetros que mostram como o ambiente de trabalho está impactando a vida das pessoas colaboradoras. O objetivo é entender o quanto o clima organizacional favorece o bem-estar, o engajamento e a permanência no trabalho.
Os dados podem vir de diferentes fontes: pesquisas internas, históricos de ausências, adesão a programas de qualidade de vida, entre outros.
Quando analisados em conjunto, ajudam a construir um retrato mais completo da experiência das pessoas dentro da empresa.
Qual a importância das métricas de bem-estar no trabalho?
As métricas de bem-estar são importantes porque permitem identificar desafios que afetam a saúde integral das pessoas e comprometem a produtividade, o engajamento e a retenção de talentos.
Empresas que monitoram esses dados conseguem agir com mais rapidez diante de sinais de alerta.
Por exemplo, um aumento no presenteísmo pode indicar que parte da equipe está trabalhando doente ou esgotada. Já uma baixa adesão a programas de bem-estar pode apontar falhas na comunicação ou na relevância das iniciativas.
A mensuração também permite validar a eficiência das ações implementadas. Quando há acompanhamento constante, é mais fácil entender o que funciona, ajustar alguns procedimentos e gerar impacto real na experiência das pessoas. Com isso, o RH ganha mais protagonismo na estratégia.
Quais as principais métricas de bem-estar para monitorar no RH?
Antes de aprofundar cada indicador, é importante lembrar que nenhuma métrica isolada dá conta do bem-estar. A força está justamente na combinação entre dados quantitativos e qualitativos, que permitem entender o que está por trás dos números.
Absenteísmo
O absenteísmo mede a frequência de faltas não planejadas no trabalho. Altos índices podem sinalizar problemas de saúde, desmotivação ou condições adversas no ambiente de trabalho.
A análise desse dado ajuda a identificar picos recorrentes, setores mais impactados ou relação com fatores externos, como mudanças organizacionais. Quanto mais detalhado for o recorte, mais eficiente será a resposta.
Turnover
O turnover é a taxa de saída de pessoas da empresa em determinado período. Quando está alta, pode indicar que as pessoas não se sentem acolhidas, saudáveis ou satisfeitas com o ambiente.
Embora nem toda rotatividade seja negativa, uma saída em massa pode gerar prejuízos financeiros e desgaste interno. Monitorar esse indicador ajuda a entender o que está por trás das decisões de desligamento.
Presenteísmo
O presenteísmo ocorre quando a pessoa está fisicamente presente, mas não consegue render por motivos de saúde física ou emocional.
Esse indicador é mais difícil de quantificar, mas pode ser observado por meio de autodeclarações em pesquisas internas ou por sinais como queda de produtividade, retraimento ou baixa participação.
Pesquisas de clima organizacional
As pesquisas de clima organizacional avaliam percepções sobre ambiente, liderança, reconhecimento e relações no trabalho. Quando aplicadas com regularidade, funcionam como um indicador da experiência das pessoas.
Mais do que coletar opiniões, essas pesquisas são fontes valiosas para identificar causas de insatisfação, tensões ou oportunidades de melhoria no dia a dia.
Pesquisas de engajamento
O engajamento reflete o quanto as pessoas estão conectadas com o trabalho, com a equipe e com o propósito da empresa. Pesquisas específicas ajudam a entender o nível de entusiasmo e comprometimento.
Esse tipo de levantamento pode incluir perguntas sobre motivação, perspectivas de futuro, relação com lideranças e percepção de bem-estar no cotidiano.
Pesquisas de satisfação com benefícios
Avaliar como os benefícios impactam o bem-estar é essencial para garantir que as escolhas estejam alinhadas com as reais necessidades da equipe. Essas pesquisas ajudam a identificar:
- quais benefícios são mais valorizados;
- quais são subutilizados; e
- como eles influenciam o sentimento de cuidado e segurança.
Uso de programas de bem-estar
O uso de programas como ginástica laboral, terapias, orientação financeira ou acompanhamento nutricional é outro indicador relevante.
A adesão pode revelar tanto o interesse pelas iniciativas quanto a efetividade da comunicação e a adequação das ofertas à realidade da equipe.
Índices de feedback
O volume e o teor dos feedbacks recebidos também ajudam a entender como está o bem-estar no ambiente de trabalho.
Ambientes saudáveis costumam ter espaço para trocas construtivas e seguras. Quando há silêncio ou somente comentários negativos, algo pode estar fora do lugar.
Como analisar as métricas de bem-estar no RH?
A análise de métricas de bem-estar no RH exige olhar crítico, capacidade de interpretação e conexão com os objetivos da empresa. De nada adianta medir se não houver um plano para entender e agir sobre os dados.
Identifique padrões e tendências relacionadas ao bem-estar
Observar a evolução dos dados ao longo do tempo ajuda a identificar padrões e compreender tendências. Crescimentos ou quedas recorrentes em indicadores podem sinalizar impactos de mudanças internas, sazonais ou externas.
Por exemplo, aumento no presenteísmo após uma reestruturação pode indicar que há insegurança emocional. A análise histórica permite tomar decisões mais contextualizadas e estratégicas.
Avalie se as métricas estão alinhadas com os objetivos da empresa
Cada métrica precisa estar conectada aos objetivos organizacionais. Se a meta é aumentar a retenção, por exemplo, o foco pode ser o turnover e os indicadores que influenciam as decisões de permanência.
Com essa coerência, o RH consegue mostrar a relevância dos dados nas reuniões estratégicas e direcionar esforços para onde há mais impacto.
Compare as métricas de bem-estar da sua empresa com benchmarks do setor
A comparação com médias do setor é uma forma de entender se os números internos estão dentro do esperado ou indicam necessidade de atenção.
Vários relatórios de consultorias divulgam benchmarks atualizados sobre bem-estar e indicadores relacionados. Essas referências ajudam a posicionar a empresa no contexto do mercado.
Utilize ferramentas de Business Intelligence (BI) e dashboards
Ferramentas de BI permitem cruzar dados de diferentes fontes e gerar visualizações intuitivas. Dashboards ajudam a acompanhar as métricas em tempo real e facilitam a tomada de decisão.
Esse tipo de recurso torna o trabalho do RH mais analítico, integrando informações sobre benefícios, clima, absenteísmo e outros indicadores em um único painel.
Priorize ações de melhoria que abordem as principais áreas de preocupação identificadas
De nada adianta ter um retrato detalhado se não houver plano de ação. A análise das métricas deve levar a iniciativas concretas que respondam às dores identificadas.
Quando a empresa prioriza soluções coerentes com os dados, aumenta a percepção de cuidado e fortalece a confiança nas lideranças. Isso fecha o ciclo entre mensuração, análise e impacto real.
E para entender as métricas de bem-estar é essencial para RH e lideranças saber também o que é uma pesquisa de clima organizacional.
Em resumo
Indicadores de bem-estar incluem absenteísmo, turnover, presenteísmo, pesquisas de clima, engajamento, satisfação com benefícios, adesão a programas de saúde e volume de feedbacks. Juntos, ajudam a mapear a qualidade de vida no trabalho.
Os 4 pilares do bem-estar mais monitorados nas empresas são: saúde física, saúde emocional, bem-estar social e bem-estar financeiro. Cada um deles contribui para a experiência, o engajamento e a permanência das pessoas no trabalho.
Os 4 tipos de bem-estar são físico, emocional, social e financeiro. Eles representam dimensões complementares da qualidade de vida e precisam ser considerados de forma integrada nas estratégias de cuidado com as pessoas.
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