Por: Admin

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28 abril, 2022 • 2:29

Cuidar da qualidade de vida no trabalho é uma meta indispensável para o sucesso das empresas. Em um ambiente saudável, colaboradores(as) terão melhores condições para desenvolver as demandas e processos, entregando um melhor desempenho.

Por isso, o bem-estar é um investimento na própria organização. Beneficiamos a força produtiva das equipes e conseguimos ser mais competitivos no mercado. Sem contar que, com o tempo, a empresa se torna mais atraente para os talentos entrarem e permanecerem nela.

Para entender o que é qualidade de vida no trabalho e como a QVT impacta a sua empresa, continue a leitura deste conteúdo. Você pode melhorar o ambiente de trabalho com as 5 dicas a seguir!

Qual é a importância da qualidade de vida no trabalho?

A qualidade de vida no trabalho é a situação de equilíbrio em que a produtividade do(a) colaborador(a) é obtida sem prejuízo de suas necessidades físicas, psicológicas e sociais. Logo, existem boas condições de saúde e bem-estar no ambiente corporativo.

Nesse contexto, a organização deixa de tratar a pessoa como um recurso, que pode ser usado e descartado. É quando o(a) “funcionário(a)” passa a ser enxergado como ser humano, que tem desejos e necessidades a serem atendidas em uma relação de parceria ou colaboração para com a empresa.

O tema está ligado à saúde e bem-estar do talento. Além de cuidar da segurança e eliminar os acidentes, a empresa deve ficar atenta às consequências do trabalho com tempo, como problemas físicos e psicológicos.

Recentemente, por exemplo, a síndrome de burnout foi reconhecida como uma doença do trabalho pela OMS. Logo, fica ainda mais clara a urgência de pensar na saúde do(a) colaborador(a), desenvolvendo boas práticas de gestão de pessoas.

Quais são os benefícios de promover a qualidade de vida no trabalho?

A qualidade de vida no trabalho é também vantagem competitiva sustentável. Os resultados obtidos não são temporários ou conquistados a um custo que não pode ser mantido. São condições que podem ser mantidas em longo prazo.

Aumentar a produtividade da equipe e performance

Um primeiro benefício da qualidade de vida é o aumento da produtividade. Pessoas felizes, por exemplo, chegam a ser, em média, 31% mais produtivas.

Essa performance pode ser sustentada, diferentemente da cobrança, horas e volume de trabalho excessivos, que certamente vão causar prejuízos à saúde ou levar à saída do(a) colaborador(a).

Reduzir o estresse no ambiente de trabalho

Os cuidados com a qualidade de vida no trabalho eliminam riscos ocupacionais ligados ao estresse, por exemplo:

  • cobranças excessivas;
  • volumes desproporcionais de trabalho;
  • jornadas longas e exaustivas;
  • bullying;
  • assédio moral;
  • metas inadequadas.

Além disso, existe o reforço de práticas que beneficiam a saúde e bem-estar, como benefícios ligados à saúde, alimentação e exercícios físicos. Por isso, as chances de profissionais estarem constantemente sob estresse é minimizada.

Diminuir a incidência de doenças

O trabalho sob condições mais adequadas vai reduzir as doenças e afastamentos na empresa. O próprio burnout, por exemplo, está relacionado ao estresse crônico que não foi gerenciado com sucesso, segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID).

Melhorar o clima organizacional

As melhorias voltadas para qualidade de vida no trabalho se refletem na experiência do(a) colaborador(a), no ambiente de trabalho e nas relações nas equipes. Assim, serão percebidas pelos colaboradores e terão suas consequências capturadas na pesquisa de clima organizacional.

Contar com os melhores talentos

A empresa também passa a ser um local de trabalho mais desejado pelos talentos. Aliás, nas pesquisas do GPTW, a qualidade de vida já foi indicada como segundo principal motivo para as pessoas permanecerem em seus empregos, ficando à frente de salário e benefícios.

Como melhorar a qualidade de vida no trabalho?

Agora que você já entende o que é qualidade de vida no trabalho, podemos prosseguir para as boas práticas. Utilize as 5 dicas a seguir para começar a cuidar dos seus times, promovendo a saúde e o bem-estar das pessoas.

1. Defina prazos e organize as demandas de forma realista

O nível de exigência do trabalho é um dos principais riscos para a saúde e bem-estar do colaborador. Na busca por mais desempenho e produtividade, podemos facilmente nos perder em relação à carga de trabalho, cobrança, metas, prazos etc.

Muitas vezes, o próprio talento assume demandas excessivas e compromete-se pela vontade de mostrar serviço. Porém, em longo prazo, o nível que se deseja manter não se sustenta.

Logo, procure reavaliar as exigências do trabalho, ouvindo as pessoas e entendendo quais são as possíveis melhorias.

2. Incentive o desenvolvimento pessoal do(a) colaborador(a)

As soft skills e hard skills do(a) colaborador(a) vão ajudar o(a) profissional a lidar com o trabalho e ter mais bem-estar. Por isso, vale a pena os(as) gestores(as) incentivarem o aprendizado contínuo e o desenvolvimento pessoal nas equipes, além de se desenvolverem.

No caso das competências técnicas, o(a) colaborador(a) pode ter mais facilidade para lidar com os desafios e finalizar tarefas. Logo, consegue elevar a capacidade produtiva sem precisar dedicar mais horas ou energia ao trabalho.

Já as competências comportamentais, além de facilitarem o desempenho das atividades, podem ajudar a lidar com as dificuldades causadoras de estresse. A inteligência emocional e a gestão de tempo são dois bons exemplos do que pode contribuir para melhorar o bem-estar no trabalho.

A inteligência emocional é a capacidade de identificar e gerenciar sentimentos e emoções em si mesmo e nos outros. Assim, o(a) colaborador(a) pode conhecer melhor as próprias vulnerabilidades e saber como abordar essas questões.

Já gestão de tempo influencia diretamente a organização da pessoa. É uma habilidade para ser usada não só para melhorar o trabalho, mas para ter espaço para atividades pessoais, como lazer e cuidados para com a família.

3. Use o diálogo para construir confiança

Outra boa prática é desenvolver relações de confiança nas equipes. Muitas vezes, o(a) colaborador(a) ficará com medo das consequências de abordar questões ligadas ao volume de trabalho ou cobrança. Afinal, do ponto de vista profissional, isso pode ser encarado como uma falta de comprometimento ou disponibilidade para com o trabalho.

Nesse sentido, a empresa pode ter canais de comunicação para falar do assunto, designando responsáveis e meios para os(as) colaboradores(as) abordarem suas dificuldades. Além disso, o(a) gestor(a) deve estar aberto(a) a receber esse tipo de feedback, dando tratamento adequado às questões levantadas.

A mudança também começa com uma gestão preocupada genuinamente com as pessoas. É importante, de fato, observar os talentos e ouvi-los para entender o que está acontecendo. Irritabilidade, horas extras habituais, sucessivas metas não batidas, brigas entre membros da equipe, reclamações e outros sinais devem ser capturados quanto antes.

4. Fixe cuidados com a saúde da equipe

Um ponto importante são as políticas e os benefícios voltados para o bem-estar e saúde no trabalho. Há diversas iniciativas que podem ser adotadas pela empresa, considerando as suas características, por exemplo:

  • flexibilidade de horários;
  • benefícios ligados à alimentação saudável, exercícios físicos e saúde;
  • workshops, palestras e outros materiais educativos;
  • sistemas de compensação de jornada, em que as horas extras são efetivamente trocadas por dias de descanso;
  • mapeamento dos riscos ocupacionais por médicos do trabalho.

É igualmente importante que os(as) gestores(as) percebam que precisam cuidar, também, da própria saúde e bem-estar. Um líder exausto, estressado, sobrecarregado pode ter problemas de saúde, bem como projetar comportamentos ruins no ambiente de trabalho.

5. Promova um bom clima organizacional

A pesquisa de clima organizacional é um bom ponto de partida para organizar as questões e práticas, criando um passo a passo para promover as mudanças. Como visto, são diversos pontos de atenção, e nem sempre é fácil definir as necessidades e as prioridades.

Na pesquisa de clima, os talentos são ouvidos sobre como é trabalhar na empresa. Diversos pontos são abordados, como relação com líderes, benefícios, condições de trabalho e bem-estar. Assim, a empresa entende em que está acertando e em que está errando.

Os resultados serão um norte para que a organização realize as mudanças necessárias. A partir daí, a empresa pode implementar as boas práticas de maneira mais adequada à sua realidade, inspirando-se em materiais, benchmarking, consultoria e outras fontes de conhecimento.

Melhorar a qualidade de vida será um trabalho constante, mas bastante recompensador. Vimos os diversos benefícios dessa prática, como produtividade e atração de talentos. Por isso, não deixe de colocar as dicas em prática e cuide das pessoas.Se quiser entender mais sobre como aplicar a pesquisa de clima, confira o nosso e-book gratuito sobre o tema e complemente a sua leitura

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