Por: GPTW

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17 março, 2020 • 10:00

Trabalhar com liberdade e autonomia sobre as horas do dia já é uma realidade que pode ser percebida em muitas empresas. As novas formas de trabalho estão cada vez mais frequentes, apontando um futuro bastante inovador para as relações trabalhistas!

O regime tradicional de trabalho com base na CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas, onde o funcionário deve cumprir uma determinada carga horária dentro da empresa, sob os olhos atentos da gestão, ainda é o modo mais utilizado pelas organizações.

Mas, as novas formas de trabalho, mais dinâmicas, motivadoras e produtivas são um convite à discussão e reflexão sobre o futuro organizacional, em que muitas empresas devem entender como se adequar de acordo com as leis trabalhistas.

O objetivo deste post é esclarecer o conceito de novas formas de trabalho, mostrar exemplos e descrever como elas funcionam, além de explicar em detalhes o que você deve fazer para adaptar sua empresa à essa realidade. Boa leitura!

Novas formas de trabalho: uma tendência se transformando em realidade

A rotina de trabalho, com o cumprimento rigoroso de oito horas diárias em ambiente corporativo interno, sempre foi o formato mais conhecido. Mesmo quem presta serviços ou atua externamente, tem um vínculo e uma prestação de contas mais exigente.

A partir de uma inovação tecnológica transformadora, de problemas para chegar ao trabalho devido o trânsito caótico ou mudança do mindset de muitos gestores – sobre a necessidade presencial de alguns funcionários –, cada vez mais percebemos um movimento indo na direção das novas formas de trabalho.

Gerações como Y e Z, estão no mercado de trabalho ou chegando nele mais inquietas, questionadoras e produtivas, com desejo de um trabalho com desafios, mas livre de amarras.

Trabalhar de casa, fazer o próprio horário e priorizar a qualidade de vida e saúde mental para ser ainda mais produtivo é a proposta das novas formas de trabalho, onde ganham ambas as partes — de um lado, profissionais mais engajados e motivados, de outro, empresas que preservam os melhores talentos, com a chance de reduzir as despesas.

As organizações que cogitam aderir às novas formas de trabalho devem pensar na relação de confiança e comprometimento que precisa ser instaurada para que os profissionais, mesmo de longe, sem vigilância, continuem atuando com produtividade.

Apesar de trabalhar distante, os resultados devem se manter como se o funcionário estivesse sentado lado a lado com o gestor, se dedicando aos projetos e atividades para entregar valor e ajudar no crescimento da empresa.

Nesse contexto, o ideal é que as empresas que caminham para estimular o chamado trabalho com liberdade, conheçam a fundo os formatos praticados na atualidade, como funcionam e quais são as diretrizes da legislação trabalhista para adequação, para evitar problemas nesse aspecto.

A evolução do conceito de trabalho, com a adoção dessas práticas, requer um redesenho das políticas internas, para se moldar ao que já é praticado por muitas empresas visionárias e remar a favor de uma maré mais moderna e humanizada.

Quais são os formatos e como funcionam?

Afinal, o que é o trabalho com liberdade? Considerando a pesquisa realizada pelo GPTW, dentre as empresas consideradas as melhores para se trabalhar, estão aquelas que estimulam, apoiam e dão suporte às novas formas de trabalho.

Com isso, os profissionais que priorizam a qualidade de vida, com tempo para se dedicarem a projetos pessoais, paralelos à vida no trabalho, encontraram na possibilidade de um novo formato o estilo ideal para prestar um bom serviço sem se sentirem pressionados.

É com essa mentalidade que as empresas estão conquistando os melhores profissionais, ao passo que outras tantas, precisam se atualizar para não perder a mão de obra qualificada e se manter em um mercado tão competitivo.

Conheça agora, algumas das principais formas de trabalho, entenda o seu funcionamento e saiba em seguida, o que fazer legalmente para adotar essas práticas!

Home office

Trabalhar remotamente é um sonho para muitas pessoas. Quem não deseja se ver livre de acordar muito cedo para encarar um trânsito intolerável e ter que cumprir horas a fio sem poder sair da empresa.

O tempo que se leva entre o deslocamento até à empresa, pode ser compensado com mais algumas horas de sono, permitindo que o funcionário se dedique com mais disposição ao iniciar suas atividades, livre da tensão e do sentimento de obrigatoriedade.

O home office possibilita maior dedicação à vida, à família e aos afazeres pessoais sem deixar de lado os compromissos profissionais. A diferença é que com a liberdade de trabalho, a empresa estabelece o que e quando precisa e o funcionário se compromete com a entrega dentro do prazo estipulado.

A relação de confiança é a base, pois o profissional – dono do seu próprio tempo – sabe que para manter esse estilo de trabalho, precisa se comprometer e entregar os resultados que a empresa espera.

Short Friday

Cada vez mais o tempo parece curto para tantos compromissos e, até mesmo na jornada de trabalho, muitas atividades ficam para o dia seguinte. A semana não comporta mais as inúmeras atividades e muitas coisas acabam sendo deixadas de lado.

Atividades como participação no torneio de futebol do filho na escola, visitar ao banco para fechar um contrato, ir para uma consulta médica em horário regular ficam para depois, quando os funcionários não têm liberdade para estar nesses lugares no horário destinado ao trabalho.

Muitas empresas, para resolver esse impasse, concedem o Short Friday, que é a redução do horário de trabalho, normalmente, às sextas-feiras, mas que pode ser acordado para outro dia da semana, com horas a serem compensadas em outra oportunidade.

É uma forma de proporcionar aos funcionários a oportunidade de participar de eventos pessoais fora da empresa sem precisar pedir para sair mais cedo. A troca é benéfica, considerando que o profissional se dedicará ao máximo, para devolver à empresa em forma de trabalho a flexibilidade oferecida.

Horário flexível

Profissionais que atuam com criação e produção de ideias ou desenvolvem projetos dependem da criatividade para entregar um bom trabalho. Os insights geradores de ideias e soluções não acontecem em momentos predeterminados.

Isso quer dizer que é possível que alguém seja mais produtivo na madrugada e vire a noite elaborando um relatório, preparando uma reunião de apresentação de um projeto ou desenhando soluções práticas.

No dia seguinte ele precisará descansar para repor as horas não dormidas. É aí que entra a flexibilidade de horário, para atender às duas partes, pois a empresa sabe que um funcionário cansado renderá pouco ou nada se for obrigado a cumprir uma jornada de trabalho convencional.

As horas serão trabalhadas, fora do padrão, mas correspondendo às expectativas da empresa — o que incita a produtividade, aproveitamento do potencial criativo e um destaque maior em função da liberdade de trabalho.

Como a empresa deve adequar-se de acordo com as leis trabalhistas?

O principal desafio das empresas para implementar a prática das novas formas de trabalho reside na mudança da cultura interna, sobretudo, das lideranças, que permita aos funcionários nesse formato a autogestão.

Com a mentalidade de um relacionamento confiável, em que os gestores delegam, estabelecem prazos e deixam os profissionais livres para usar o tempo como julgarem melhor, será a hora de pensar em como tornar legalmente possível essa estratégia — possuindo embasamento na lei e amparo para as duas partes.

As principais considerações na legislação trabalhista são referentes ao home office, pois a modalidade altera a configuração de trabalho, inclusive, sobre os custos que envolvem o uso de equipamentos, energia elétrica, sistemas da empresa, internet etc.

De acordo com a reforma trabalhista o empregador não é obrigado a arcar com todos os custos do trabalho remoto, mas será importante o acordo entre as partes sobre os custos da empresa e do empregado.

Valerá também um apontamento sobre o formato home office, ou seja, se será full time ou part-time, com a necessidade de comparecer à empresa algumas horas do dia, da semana ou do mês.

Se preferir, a empresa pode optar por um contrato misto em que o colaborador comparece à empresa de segunda a quinta e trabalha de home office na sexta-feira. Se empresa e funcionário entrarem em acordo, pode ser também um formato de três vezes por semana home office e dois presencial.

Caso o funcionário já tenha vínculo com a empresa com presença diária e o tipo de atividade permitir uma jornada home office, o contrato poderá ser alterado em caráter full ou part-time.

Pensar na jornada de trabalho, no cumprimento das horas e no compromisso do funcionário quando ele estiver longe da empresa é uma das maiores preocupações dos gestores, mas a reforma trabalhista prevê a não necessidade de controlar o tempo de jornada, estimulando o cumprimento das metas, com liberdade de trabalho.

É importante frisar que, funcionários em regime home office não estão sujeitos a controle de jornada e por isso, não recebem horas extras.

Para as formas de trabalho com Short Friday ou horários flexíveis, as políticas internas – com isenção do registro de ponto ou acordos de compensação – servirão como base para que os funcionários tenham direito a esses benefícios.

As novas formas de trabalho são consideradas um diferencial das empresas que estão em busca de profissionais com potencial avançado e que por sua vez são exigentes ao priorizar a sintonia e o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

Se você gostou deste conteúdo e deseja saber mais sobre gestão de pessoas, parceria e confiança entre empresa e funcionário, além da transformação organizacional para receber as novas formas de trabalho, acesse o site da GPTW e fique por dentro de todas as novidades!

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6 Comentários

  • Postado por: Andréa Travassos de Souza •

    Muito interessate.Como q agente aprende.

  • Postado por: jose Carlos D ferreira •

    Material para ser impressão para uso em orientações , vem poluido, não me interessa, vou procurar outro site.

  • Postado por: Idalberto Chiavenato •

    Explêndido trabalho neste momento em que a maioria das empresas enfrenta uma situação inesperada e imprevisível. Meus cumprimentos pela iniciativa.

    Idalberto Chiavenato.

  • Postado por: Mardelaine •

    Esse é o futuro !
    Estou descobrindo uma forma d o trabalho produtivo e eficiente para meu ramo de serviço de limpeza.
    Hoje, quando o cliente permite liberdade, estipulamos uma meta e quem cumprir em menor tempo com excelência é liberado !
    Assim, nossa eficiência na entrega de alguns serviços estão sendo alcançado em menor tempo e o nosso pessoal e cliente, ficam super felizes!

  • Postado por: Naiara Santana •

    Excelente conteúdo, gerando a consciência de que para alcançar os resultados não necessariamente significa um investimento de tempo em uma carga horária padrão e sim a qualidade deste tempo. Promovendo assim Engajamento, motivação e interação a esta nova geração que além de superar desafios se empenha em tudo que faz.
    Muitos empresários precisam se reiventar para este público.

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