Por: GPTW em parceria com a Youleader Brasil

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9 março, 2022 • 3:21

Os líderes devem estar atentos à Síndrome de Burnout para cuidar melhor de si e dos colaboradores. Conheça essa doença ocupacional!

É essencial que a empresa e a liderança estejam atentas a problemas de saúde no ambiente corporativo, como é o caso da Síndrome de Burnout.

Aliás, o tema ganhou ainda mais importância recentemente, pois a Síndrome foi oficialmente reconhecida como doença ocupacional pela OMS.

Assim, restam cada vez menos dúvidas sobre a urgência dos cuidados com o esgotamento e estresse no trabalho. Continue a leitura e entenda o papel dos líderes nesse contexto!

O que é Síndrome de Burnout?

A Síndrome de Burnout é o resultado do estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso, segundo a definição da OMS. Nesse sentido, seria uma doença do contexto ocupacional, caracterizada pelas seguintes dimensões:

  • “sentimentos de esgotamento ou exaustão de energia“;
  • “aumento da distância mental do trabalho, ou sentimentos de negativismo ou cinismo em relação ao trabalho”;
  • “uma sensação de ineficácia e falta de realização”.

Qual é o impacto da liderança no Burnout?

O líder não conseguirá resolver todos os problemas de saúde mental no trabalho e, nesse sentido, deve receber o apoio da empresa, mas existem muitas ações de acolhimento que podem fazer a diferença. Entenda como a liderança pode ajudar na prevenção, identificação e redução do Burnout.

Verifique frequentemente as cargas de trabalho

Priorize a qualidade do serviço e respeite os limites dos profissionais, mais que o tempo e número de tarefas. Para isso, é importante alinhar as expectativas do que realmente precisa ser feito, avaliar quais são as tarefas relevantes e verificar se a carga de trabalho do colaborador é adequada.

Outro cuidado é minimizar as tarefas de baixo valor agregado. As pesquisas indicam que, em média, apenas 39% das horas de trabalho são produtivas, e as principais causas são atividades como reuniões, tarefas administrativas e checagem de e-mails. E, em muitos casos, o trabalho improdutivo será a causa do excesso de serviço.

Promova programas de bem-estar

Muitas vezes, as empresas investem em programas de bem-estar, como ginástica laboral, acompanhamento nutricional, distribuição de materiais educativos, palestras e treinamentos sobre saúde física e mental.

Acontece que a postura do líder sobre essas intervenções faz diferença. Por exemplo, as pessoas estarão menos engajadas nas atividades se o líder tratar os programas de saúde como meras formalidades ou interrupções desnecessárias. Procure conhecer o tema e seja um promotor das medidas de prevenção.

Incentive a interação e momentos de descontração

As pessoas passam boa parte das suas vidas no trabalho, e cultivar boas relações nesse ambiente é um passo importante para aliviar o estresse. Aliás, como visto anteriormente, não são as atividades de descontração e interação que prejudicam a produtividade, mas o trabalho de baixo valor agregado.

Por isso, procure incentivar os momentos de interação e descontração. Celebrar o aniversário de um colaborador, criar um “Casual Day”, em que as pessoas podem dispensar os uniformes e roupas formais, e deixar o local do cafezinho mais confortável são exemplos bem simples.

Mantenha um bom clima organizacional

Outro ponto de atenção é o clima organizacional. Esse indicador avalia como é trabalhar na empresa a partir da perspectiva dos colaboradores. Por isso, com uma pesquisa de clima, o líder pode entender quais são os pontos de melhoria e fazer ajustes em questões ligadas à saúde mental, qualidade de vida e equilíbrio no trabalho.

Conceda feedbacks constantes

O líder também pode usar os feedbacks como uma forma de escutar o colaborador. Por exemplo, além de avaliar a produtividade e dar retorno sobre os resultados, converse sobre a carga de trabalho e dificuldades enfrentadas, transformando as reuniões individuais de feedback em momentos de diálogo entre as partes.

Procure o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal

O trabalho é uma parte importante da vida do colaborador, mas não é a única. Procure entender que os profissionais têm necessidades relacionadas à família, lazer e descanso. São diversas as atitudes que podem contribuir, por exemplo:

  • pensar duas vezes antes de enviar uma demanda fora do horário de trabalho;
  • tornar a compensação de horas extras um mecanismo efetivo em que o profissional pode obter os dias de descanso;
  • planejar o trabalho para evitar o excesso de horas extras;
  • saber negociar prazos e quantidade de tarefas;
  • refletir sobre a aplicação de horários mais flexíveis e modelo híbrido de trabalho.

O líder não precisa observar os primeiros sintomas de esgotamento e exaustão para começar a agir. A Síndrome de Burnout, como visto, está ligada ao gerenciamento mal sucedido das demandas de trabalho, que levam ao estresse crônico, e podemos prevenir esse estágio.

Por que realizar o autocuidado?

O líder pode tanto criar condições que podem levar os colaboradores à Síndrome de Burnout como pode ser afetado por ela. Aliás, segundo pesquisa divulgada na Você RH, 30% dos liderados veem seus líderes a caminho do Burnout.

As demandas nas posições de liderança exigem grande responsabilidade e trazem uma alta carga de trabalho. Não à toa, em muitos casos, os líderes estão tão ocupados que só prestam atenção nos colaboradores quando algo dá errado.

Os pontos apresentados são medidas não apenas para cuidar das suas equipes, mas para o autocuidado. Um líder que se preserva pode ser o exemplo para os colaboradores se sentirem mais confiantes e colocarem suas necessidades à vista. Além disso, não é porque alguém alcançou um cargo importante que seu bem-estar se torna secundário, especialmente diante de doenças ocupacionais como a Síndrome de Burnout.

Dentre os programas de liderança da Youleader, parceira do GPTW no desenvolvimento eficiente de líderes nas organizações, é possível encontrar um workshop de Gestão Emocional, que trata justamente do papel do líder na saúde mental das pessoas. Nesse módulo, o líder não apenas entende sua função na criação de um ambiente psicológica e emocionalmente saudável para se trabalhar, mas também compreende como identificar sintomas que prejudicam o equilíbrio emocional do próprio líder e do time.

Para aprofundar os conhecimentos sobre a Síndrome de Burnout e saber mais sobre o tema, confira o infográfico com 5 perguntas essenciais sobre saúde mental no trabalho e complemente a leitura!

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