Por: Great Place To Work®

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5 março, 2021 • 2:55

Se a sua empresa está passando pelo desconforto de ver funcionários saindo sem entender ao certo suas motivações, é preciso parar e analisar o que os levou a tomar essa decisão.

Quando uma empresa enfrenta o problema de ver funcionários saindo sem detectar as razões efetivas desta resolução, talvez seja o momento de rever os processos de gestão e valorização de pessoas.

A demissão voluntária costuma causar espanto e curiosidade, já que o mais comum é que as empresas tomem a iniciativa de desligamento dos colaboradores. De acordo com a análise da Gallup Poll, um dos principais motivos reside no desengajamento.

Por que os funcionários saem? Essa é uma questão complexa e desafiadora, que envolve gestão de pessoas, qualidade do ambiente de trabalho e valorização dos talentos. Continue a leitura, pois é o que vamos refletir neste artigo!

Produtividade x desengajamento: quando os funcionários saem voluntariamente

De repente, aquele colaborador de alta performance e campeão de produtividade faz o comunicado de que deseja se desligar da empresa. A surpresa só não é maior que a frustração pela lacuna que ele deixará na equipe até que sua substituição seja concluída.

Talvez seja difícil compreender a decisão de um bom profissional sair da empresa, seja para outra oportunidade, abrir o próprio negócio ou dar início a projetos pessoais. O fato é que a gestão precisa entender, urgentemente, porque a empresa não se mantém como primeira opção desses talentos.

É possível também que a organização sofra com a redução involuntária do quadro de funcionários, devido a problemas de desempenho. Portanto, ao ver funcionários saindo não basta apenas abrir novo processo seletivo ou realizar uma promoção interna.

A recorrência torna importante investigar o papel e a responsabilidade corporativa na perda de profissionais – o que faltou para encantar e reter os talentos ou em qual momento deixou de prestar o suporte adequado aos seus colaboradores.

Quando os funcionários saem: 7 razões que levam a essa decisão

Por mais que um profissional vislumbre novas oportunidades ou a possibilidade de dar andamento a projetos próprios, existem motivos que fortalecem a ideia de pedir demissão e sair de uma empresa.

No geral, o bom profissional raramente dará indícios de que está insatisfeito com a empresa e que pretende se desligar em breve. É exatamente a boa conduta e resultados que faz com que não se perceba um possível desengajamento ou descontentamento.

Por isso, já nas primeiras ocorrências é crucial que a empresa, com a ajuda da equipe de RH e gestão de pessoas, comece a analisar quais são as prováveis falhas corporativas e como corrigir para evitar novas baixas.

Assim, relacionamos pelo menos 7 fatores capazes de estimular a saída de colaboradores da empresa por vontade própria!

1. Subaproveitamento das competências

Nada pior para um profissional competente e habilidoso, que executar atividades incapazes de mostrar seu conhecimento e capacidade. Aos poucos, suas atribuições já não provocam o entusiasmo de passar boa parte do dia dedicado a uma empresa.

Um bom profissional, que vislumbra o crescimento e o desenvolvimento não se contentará com atividades que estejam aquém da sua capacidade produtiva em troca apenas de um bom salário e benefícios.

É preciso ter cuidado e equilibrar o que foi oferecido durante o processo de recrutamento e seleção e o que a empresa tem reais condições de oferecer, caso contrário, a perda de um profissional talentoso será apenas uma questão de tempo.

2. Liderança ineficiente

Os problemas entre líderes e liderados são comuns e podem motivar a saída de bons profissionais. Seja pela falta ou excesso de gerenciamento, muitos colaboradores se incomodam com a dificuldade de estabelecer uma relação equilibrada, com autonomia ou orientação para um trabalho eficiente.

A permanência de um colaborador vai depender de como a liderança conduzirá os conflitos gerados em determinadas situações. É primordial não deixar pendências, evitando que o colaborador se desmotive ou desengaje em um futuro breve.

O feedback contínuo, a comunicação transparente e a autonomia de trabalho são elementos de grande relevância na saúde do relacionamento entre líderes e equipe. Sua aplicação na rotina pode evitar os funcionários saindo.

3. Falta de treinamento

Nesse contexto, nem sempre é a alta performance a responsável pela partida de um funcionário, mas a ausência de interesse da empresa em promover treinamento e conhecimento para desenvolver suas habilidades e competências.

Muitos se sentem retrocedendo, se tratando de conhecimento e oportunidade de aprendizado. Muitas empresas entendem que se capacitarem seus colaboradores, rapidamente eles vão embora — é um risco que se deve correr para reter talentos promissores.

4. Ausência de oportunidades de crescimento profissional

Nenhum funcionário que tenha entrado na empresa com a expectativa de crescimento profissional se sentirá satisfeito, engajado e motivado ao perceber que não há perspectivas de melhorias em médio e longo prazo.

Para muitos, o salário e os benefícios são apenas complemento de um planejamento sólido de carreira. Entretanto, a falta de valorização e oportunidade pode levar esse profissional a buscar no mercado uma empresa que esteja disposta a promover o que ele almeja.

5. Carga excessiva de trabalho

O desgaste físico e mental pode ser um agravante e fazer com que os bons profissionais optem por  um fluxo menos intenso de trabalho. A gestão deve estar atenta à delegação e distribuição de atividades para evitar a sobrecarga.

Um profissional cansado pode ter seu rendimento comprometido, assim como a qualidade de vida, o que interfere na manutenção das relações pessoais e interpessoais — razões consistentes para que ele deseje mudar de emprego.

6. Insatisfação com a remuneração

As políticas de cargos e salários podem ser deficientes e não evoluírem junto com a produtividade de um profissional competente. Sem esse alinhamento pode ser que o funcionário não se sinta valorizado o suficiente para continuar na empresa, afinal, a qualidade de vida tem um custo.

Do mesmo modo que um profissional sem treinamento e investimento em suas habilidades, sente que a remuneração pode melhorar se buscar alternativas, ou seja, empresas dispostas a oferecer oportunidades de evolução na carreira e recompensa financeira.

7. Cultura e clima organizacional não alinhados

Em ambiente de trabalho favorável, que estimula o trabalho em equipe e crescimento coletivo, além da valorização justa pelo desempenho, dificilmente haverá profissionais com o pensamento voltado para o exterior.

A cultura organizacional tem um peso significativo na decisão de permanência de um profissional. A empresa deve manter a essência das promessas feitas na divulgação das vagas e processos seletivos, quando descreveu seu modo de tratar e se relacionar com os colaboradores.

Uma possível ruptura neste elo de confiança estabelecido atende a causar impacto no clima e adoecer o ambiente de trabalho. Chegará um momento em que talvez seja insustentável permanecer em um espaço em que os valores organizacionais não se conectam.

Ao se deparar com os funcionários saindo questione o quanto a empresa está colocando seus profissionais no centro do negócio e valorizando as pessoas de verdade, afinal, ninguém deseja apagar as luzes sozinho, todos os dias.

O GPTW pode ajudar nesse sentido, por isso, se você gostou desse post e deseja reter seus talentos, evitando funcionários saindo da sua empresa, precisa desenvolver a cultura do pertencimento. Baixe agora mesmo o nosso guia e comece já a transformar sua empresa no melhor lugar para trabalhar!

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