Por: Dr. Pedro Shiozawa

Chief Medical Officer e Co-Founder da Great People Mental Health

Por: Dr. Pedro Shiozawa

Chief Medical Officer e Co-Founder da Great People Mental Health

30 outubro, 2023 • 12:23

Pensar a saúde mental no trabalho deixou de ser uma reflexão abstrata e passou a integrar decisões concretas nas organizações. Nos últimos anos, mudanças profundas na forma de trabalhar — intensificadas pelo período pós-pandemia — evidenciaram fragilidades emocionais que já existiam, mas nem sempre eram nomeadas.

Cuidar da saúde mental no trabalho envolve reconhecer que o ambiente profissional influencia emoções, comportamentos e relações todos os dias.

Promover esse cuidado exige estratégias contínuas, capazes de proteger as pessoas e, ao mesmo tempo, sustentar vínculos mais saudáveis entre trabalho, propósito e bem-estar.

Continue lendo para saber mais!

O que é saúde mental no trabalho?

Saúde mental no trabalho é o estado de bem-estar emocional, psicológico e social das pessoas no exercício de suas atividades profissionais, considerando condições de trabalho, relações, carga emocional e senso de segurança.

Ela influencia como cada pessoa pensa, sente, se comporta e se relaciona no ambiente organizacional.

Quando a saúde mental no trabalho está preservada, há maior clareza cognitiva, equilíbrio emocional e capacidade de lidar com desafios cotidianos.

Ambientes saudáveis favorecem concentração, cooperação e tomada de decisão, enquanto contextos adoecedores ampliam riscos de ansiedade, estresse crônico e afastamentos.

É importante observar que saúde mental não significa ausência de dificuldades. O trabalho naturalmente envolve pressão, responsabilidade e conflitos pontuais. A diferença está na existência de suporte, diálogo e condições adequadas para atravessar esses momentos sem comprometer a integridade emocional.

Por essa razão, promover saúde mental no trabalho envolve ações contínuas, que passam por cultura organizacional, práticas de gestão, comunicação e cuidado genuíno com as pessoas — e não apenas intervenções pontuais em momentos de crise.

Como funciona a saúde mental no trabalho? 

A saúde mental no trabalho funciona a partir da forma como o ambiente influencia emoções, relações e comportamentos no dia a dia profissional. Ela se constrói:

  • na organização das demandas;
  • na qualidade das relações; e
  • na existência de escuta e suporte.

Empresas que oferecem previsibilidade, diálogo e apoio reduzem tensões e favorecem equilíbrio emocional. Já contextos marcados por pressão constante, insegurança e silêncio diante de conflitos ampliam riscos de sofrimento psíquico.

Qual a relação da saúde mental no trabalho com a produtividade?

A relação entre saúde mental no trabalho e produtividade é direta: pessoas emocionalmente sobrecarregadas produzem menos, erram mais e se desconectam do próprio trabalho.

Quando o ambiente gera tensão constante, o esforço passa a ser usado para lidar com o desgaste, não para realizar bem as tarefas.

Quadros de ansiedade, estresse prolongado e esgotamento reduzem foco, memória e capacidade de decisão. Isso afeta entregas, prazos e qualidade, além de aumentar retrabalho e conflitos.

Organizações que ignoram esse impacto costumam confundir queda de desempenho com falta de engajamento, quando o problema é estrutural.

Por outro lado, ambientes que cuidam da saúde mental no trabalho criam condições para que as pessoas operem com mais clareza e estabilidade emocional.

Segurança psicológica, relações respeitosas e expectativas bem alinhadas favorecem colaboração, criatividade e constância nas entregas.

O aumento de afastamentos por ansiedade e depressão no Brasil mostra que o custo da negligência é alto tanto para as pessoas quanto para as empresas. Investir em saúde mental no trabalho torna-se uma decisão estratégica, ligada à sustentabilidade do negócio.

Quais são os 4 pilares da saúde mental?

Os quatro pilares da saúde mental no trabalho são: condições adequadas de trabalho, relações interpessoais saudáveis, reconhecimento com senso de pertencimento e suporte institucional, especialmente da liderança.

Esses pilares sustentam o equilíbrio emocional das pessoas e influenciam diretamente bem-estar, engajamento e permanência no trabalho.

1. Condições adequadas de trabalho

O primeiro pilar está ligado às condições em que o trabalho acontece.

Carga compatível, expectativas claras e recursos adequados reduzem tensão contínua e evitam a sensação de estar sempre operando no limite.

Quando esse pilar falha, o desgaste se acumula mesmo em equipes comprometidas.

2. Relações interpessoais saudáveis

As relações interpessoais e o clima organizacional formam outro pilar essencial.

Ambientes onde há respeito, diálogo e confiança permitem que conflitos sejam tratados antes de virar sofrimento. Já contextos marcados por medo, hostilidade ou silenciamento ampliam insegurança emocional.

3. Reconhecimento e senso de pertencimento

O reconhecimento e o senso de pertencimento sustentam o vínculo com o trabalho.

Sentir que a contribuição importa, que o esforço é percebido e que há espaço para participação fortalece autoestima e motivação.

A ausência desse reconhecimento enfraquece o engajamento ao longo do tempo.

4. Suporte institucional

O suporte institucional e da liderança atravessa os demais pilares. Lideranças acessíveis e coerentes funcionam como fator de proteção emocional, enquanto a falta de apoio tende a individualizar problemas que são, muitas vezes, estruturais.

Quais fatores afetam a saúde mental no trabalho?

Diversos fatores afetam a saúde mental no trabalho, especialmente aqueles ligados à forma como o trabalho é organizado, cobrado e vivenciado no dia a dia.

Em geral, o adoecimento não surge de um único evento, mas da repetição de contextos que geram tensão, insegurança ou sensação de impotência.

Esses fatores costumam estar presentes na rotina, muitas vezes naturalizados. Prazos apertados, relações desequilibradas, ausência de escuta e medo constante de errar formam um cenário que desgasta aos poucos.

Carga de trabalho excessiva e prazos curtos

Carga de trabalho excessiva e prazos curtos afetam a saúde mental no trabalho ao manter as pessoas em um estado contínuo de urgência. Quando o tempo nunca é suficiente para executar as tarefas com qualidade, o esforço emocional passa a acompanhar cada entrega.

Esse ritmo constante compromete foco, descanso e capacidade de recuperação. A sensação de estar sempre em atraso gera frustração e culpa, mesmo quando o volume de demandas é incompatível com a jornada. Com o tempo, o cansaço passa a fazer parte da rotina.

Falta de reconhecimento e de autonomia

A falta de reconhecimento e de autonomia impacta a saúde mental no trabalho ao enfraquecer o vínculo emocional com o que se faz.

Quando o esforço não é percebido e as decisões são sempre centralizadas, o trabalho perde significado.

Esse cenário favorece distanciamento, desmotivação e sensação de inutilidade. Profissionais passam a executar tarefas no automático, sem envolvimento real. A ausência de autonomia também aumenta insegurança, pois a pessoa não sabe até onde pode agir ou contribuir, mesmo quando tem repertório para isso.

Clima organizacional hostil, assédio moral e conflitos interpessoais

Clima organizacional hostil, assédio moral e conflitos interpessoais comprometem a saúde mental no trabalho ao gerar medo, tensão e vigilância constante. Ambientes marcados por humilhações, ironias ou disputas excessivas consomem energia emocional diariamente.

Nesse contexto, as pessoas direcionam esforços para se proteger, não para colaborar. O silêncio vira estratégia de sobrevivência, dificultando pedidos de ajuda e resolução de problemas.

Com o tempo, o impacto aparece em forma de ansiedade, isolamento e afastamentos mais longos.

Insegurança sobre a estabilidade no emprego

A insegurança sobre a estabilidade no emprego afeta a saúde mental no trabalho ao manter preocupações constantes sobre o futuro profissional.

Medo de demissões, mudanças repentinas ou avaliações pouco claras geram um estado prolongado de alerta.

Essa incerteza influencia decisões, relações e níveis de estresse. Muitas pessoas passam a se cobrar além do limite, acreditando que precisam provar valor o tempo todo.

O excesso de esforço, sem previsibilidade ou transparência, amplia desgaste emocional e sensação de instabilidade contínua.

Falta de suporte da liderança

A falta de suporte da liderança fragiliza a saúde mental no trabalho ao eliminar uma das principais referências de segurança emocional no cotidiano profissional. Lideranças distantes, incoerentes ou indisponíveis ampliam sensação de abandono.

Sem escuta e orientação, dificuldades se acumulam em silêncio. Problemas simples deixam de ser tratados no início e ganham proporções maiores.

O suporte da liderança não elimina desafios, mas cria espaço para diálogo, limites claros e acolhimento diante de situações de pressão.

Por que o Brasil vive uma crise de saúde mental no trabalho?

O Brasil vive uma crise de saúde mental no trabalho porque fatores estruturais, sociais e organizacionais passaram anos se acumulando sem enfrentamento consistente.

O aumento expressivo de afastamentos por ansiedade e depressão revela um problema que deixou de ser individual e se tornou coletivo.

Nos últimos anos, mudanças no mercado de trabalho intensificaram pressões por desempenho, instabilidade e sobrecarga.

Jornadas extensas, múltiplas funções e insegurança econômica passaram a fazer parte da rotina de muitas pessoas. Esse cenário fragiliza limites e dificulta a recuperação emocional ao longo do tempo.

Há também um histórico de baixa maturidade organizacional para lidar com sofrimento psíquico.

Em muitas empresas, falar sobre saúde mental ainda é visto como sinal de fragilidade, o que leva ao silêncio e à normalização do adoecimento. Quando o tema não é acolhido, os sinais aparecem apenas quando o afastamento já é inevitável.

Os dados oficiais ajudam a dimensionar esse cenário. Levantamentos do Ministério da Previdência Social, divulgados pelo G1, mostram que o Brasil registrou, em 2024, o maior número de afastamentos do trabalho por ansiedade e depressão em uma década (quase meio milhão).

O crescimento contínuo desses afastamentos indica que o adoecimento mental deixou de ser pontual e passou a refletir problemas estruturais na organização do trabalho. 

Quais são os impactos da saúde mental no ambiente corporativo? 

Alguns dados alarmantes levantados nos últimos anos: 

  • a depressão custa às empresas brasileiras R$ 300 bilhões em perda de produtividade anualmente. (Fonte: London School of Economics); 
  • 77% das pessoas com líderes tóxicos têm chance de sair do emprego e 60% são propensas a ter problemas vasculares (Fonte:SHRM, the Society for Human Resource Management, 2022); 
  • 80% dos gestores perceberam que após a pandemia os problemas de saúde mental dos seus times se evidenciaram (Fonte:*Relatório Gestão de Pessoas GPTW, 2023). 

O que diz a legislação sobre saúde mental no trabalho?

A legislação brasileira reconhece a saúde mental no trabalho como parte indissociável do direito a um ambiente laboral seguro e saudável.

Nos últimos anos, normas e interpretações jurídicas passaram a tratar o sofrimento psíquico relacionado ao trabalho de forma mais explícita, ampliando responsabilidades das empresas.

Esse avanço reflete a compreensão de que riscos psicossociais também adoecem. Pressão excessiva, assédio, jornadas prolongadas e ausência de suporte passam a integrar o campo da proteção legal à saúde da pessoa trabalhadora.

Reconhece doenças mentais causadas pelo trabalho como ocupacionais

A legislação brasileira reconhece que doenças mentais podem ter relação direta com o trabalho e, nesses casos, serem caracterizadas como doenças ocupacionais.

Transtornos como ansiedade, depressão e síndrome de burnout podem ser enquadrados quando há nexo comprovado com as condições laborais.

Esse reconhecimento garante acesso a direitos previdenciários e reforça a responsabilidade das organizações. O sofrimento psíquico passa a ser entendido como resultado possível de ambientes de trabalho adoecedores.

Estabelece que empregadores devem garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável

As normas trabalhistas determinam que empregadores são responsáveis por assegurar um ambiente de trabalho seguro e saudável, o que inclui aspectos físicos e psicossociais.

A proteção à saúde mental no trabalho faz parte desse dever legal. Isso envolve:

  • prevenir situações que gerem sofrimento;
  • adotar práticas de gestão responsáveis; e
  • agir diante de sinais de adoecimento.

Ambientes hostis ou negligentes podem ser caracterizados como descumprimento dessa obrigação, com implicações jurídicas para a empresa.

Exige que empresas adotem medidas para proteger a saúde mental das pessoas colaboradoras

A legislação também exige que empresas adotem medidas preventivas voltadas à saúde mental no trabalho. Isso inclui ações de identificação de riscos psicossociais, orientação, acompanhamento e promoção de ambientes mais equilibrados.

Não se trata apenas de reagir a afastamentos, mas de atuar antes que o adoecimento se consolide. A omissão diante de sinais recorrentes pode ser interpretada como falha na gestão de riscos, ampliando a responsabilidade institucional.

Pode aplicar multas de R$ 500 a R$ 6 mil caso sejam identificadas situações de risco

Em casos de descumprimento das normas relacionadas à saúde e segurança no trabalho, a legislação prevê a aplicação de multas que variam de R$ 500 a R$ 6 mil, conforme a gravidade e a reincidência da infração.

Quando são identificadas situações que colocam a saúde mental no trabalho em risco, como assédio ou ausência de medidas preventivas, a empresa pode ser penalizada.

As sanções reforçam que o cuidado com a saúde mental agora integra o campo da obrigação legal.

Por que investir em saúde mental? 

Segundo o relatório de Tendências de Gestão de Pessoas em 2023, desenvolvido pelo GPTW Brasil e Great People, saúde mental está entre os assuntos mais discutidos no mundo corporativo. 

Dos 1716 respondentes, 96,4% afirmaram que consideram a saúde mental um ponto relevante para a Gestão de Pessoas na empresa. 

Além desses dados, foi visto que: 

  • programas cientificamente embasados de saúde mental apresentam um ROI de $ 7 para cada dólar investido (Fonte: The ROI in workplace mental health programs — Deloitte 2023);
  • ambientes emocionalmente equilibrados apresentam 4x menos turnover de pessoas colaboradoras do que ambientes instáveis; 
  • empresas psicologicamente seguras para se trabalhar cresceram em média 5.5x mais em comparação a empresas inseguras (Fonte: Great People Mental Health/ GPTW 2023).

Quais as diretrizes da OMS para a saúde mental no trabalho? 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgaram em setembro de 2022 diretrizes globais e estratégias práticas relativas à saúde mental no trabalho e pediram ações concretas em prol da população trabalhadora.  

As diretrizes apontam para o enfrentamento de riscos, como “cargas de trabalho pesadas, comportamentos negativos e outros fatores que criam angústia no trabalho”. 

Alguns dos princípios e recomendações gerais que a OMS costuma promover em relação à saúde mental no trabalho incluem vários fatores.

Promover um ambiente de trabalho saudável

Isso envolve criar um ambiente de trabalho que seja seguro, respeitoso, inclusivo e que promova o bem-estar dos funcionários.

Gerenciar o estresse no trabalho

Empregadores devem reconhecer os fatores de estresse no ambiente de trabalho e implementar medidas para reduzir o estresse dos funcionários. Isso pode incluir:

  • a promoção de práticas de gerenciamento de tempo;
  • o fornecimento de apoio emocional; e
  • a redução da carga de trabalho excessiva. 

Combater o estigma

É importante criar um ambiente de trabalho onde os funcionários se sintam à vontade para falar sobre questões de saúde mental sem medo de estigma ou discriminação

Acesso a cuidados de saúde mental

Os funcionários devem ter acesso a serviços de saúde mental, incluindo aconselhamento e tratamento, quando necessário. 

Promoção do equilíbrio entre vida pessoal e trabalho

Incentivar os funcionários a equilibrar suas responsabilidades no trabalho com sua vida pessoal e familiar pode ajudar a reduzir o estresse e melhorar o bem-estar mental. 

Treinamento e sensibilização

Fornecer treinamento para funcionários e gerentes sobre saúde mental e bem-estar pode ajudar a criar um ambiente de trabalho mais compreensivo e solidário. 

Monitoramento e avaliação

As organizações devem acompanhar e avaliar regularmente a saúde mental de seus funcionários, a eficácia das políticas e programas de saúde mental e fazer ajustes conforme necessário. 

5 dicas de práticas que ajudam na saúde mental no ambiente de trabalho 

Tornar o ambiente de trabalho seguro para a saúde mental, envolve implementar algumas ações.

1. Mude a rotina para criar interações geradoras de propósito 

O propósito não está somente na natureza do trabalho, mas também nas redes em torno desse trabalho. Entre os pilares que podem ajudar a trazer um significado para a jornada profissional estão: 

  • alinhamento com a liderança e cultura organizacional; 
  • amigos e comunidade;
  • voluntariado;
  • espiritualidade;
  • família.

2. Capacitação e treinamento de lideranças 

Os líderes são um pilar essencial de alinhamento na cultura da empresa. Realizar treinamentos de alto impacto que aproximem as lideranças do tema saúde emocional é fundamental. Entre os pontos-chave que devem ser abordados para facilitar esse alinhamento estão: 

  • reconhecimento de sintomas: como os líderes devem agir quando pessoas colaboradoras não estão se sentindo bem ou necessitam de ajuda; 
  • gestão humanizada: melhores práticas para construir ambientes de confiança e potencializar equipes; 
  • desmistificando saúde mental: conscientização dos líderes sobre a importância do tema e como trazer a saúde emocional para a cultura organizacional. 

3. Desenvolvimento da comunicação interna 

Apoiar as pessoas colaboradoras durante um problema de saúde mental passa uma mensagem sobre os valores da sua organização.

Confiança e integridade são os principais impulsionadores do engajamento e as organizações que colocam as pessoas colaboradoras no centro, oferecendo apoio aos seus times, colhem os benefícios em termos de lealdade e comprometimento de todos.

Eliminar os ruídos de comunicação, também é fundamental para tornar esse espaço mais seguro. 

4. Abordar o assunto sem tabus 

Muitas vezes, as pessoas têm medo de contar ao seu gestor quando estão precisando de suporte para cuidar da sua saúde emocional. Esse fator pode acabar intensificando os problemas que os funcionários estão passando.

As empresas precisam passar uma mensagem clara para a equipe de que sua saúde mental é importante e ser aberto sobre esse tema levará ao apoio, não à discriminação.

Uma maneira simples de comunicar isso é explicar que a saúde mental será tratada da mesma forma que a saúde física

As empresas podem apoiar esse compromisso com uma estratégia clara de saúde mental e políticas específicas para garantir que as pessoas colaboradoras com problemas de saúde mental recebam o apoio de que precisam imediatamente.

Se a gestão tomar ações voltadas para a criação de uma cultura mais aberta e de apoio, com o tempo, a equipe começará a se sentir mais confiante para conversar com o time e os gestores sobre sua saúde mental. 

5. Desenvolvimento de um plano de ação 

As organizações devem apoiar os gestores e o time a trabalhar em conjunto com a equipe para desenvolver um plano de ação pessoal para gerenciar proativamente sua saúde mental.

Isso permite que as pessoas planejem e desenvolvam suporte personalizado para um momento em que não estão lidando tão bem. Também facilita o diálogo aberto com os gerentes, levando a etapas práticas e acordadas que podem formar a base para monitoramento e revisão regulares.

Um plano de ação deve abranger: 

  • sintomas, sinais de alerta precoce e gatilhos; 
  • impacto potencial do problema de saúde mental das pessoas em seu desempenho; 
  • que suporte eles precisam de seu gerente de linha; 
  • passos positivos a serem dados pelo indivíduo. 

Todos os funcionários devem receber um plano de ação pessoal. Isso envia uma mensagem clara de que o bem-estar dos funcionários é importante para a organização e incentiva a divulgação antecipada. 

O que é a jornada de certificação em saúde emocional? 

A certificação, além de reconhecer boas práticas em relação às pessoas colaboradoras, também é um motivador para outras empresas desenvolverem seu olhar em relação à saúde emocional e, consequentemente, em relação à saúde mental.

A certificação em saúde emocional da Great People Mental Health permite: 

  • verificar e atestar se os ambientes de trabalho são focados na saúde emocional dos talentos;
  • empoderar a cultura de bem-estar na empresa; 
  • avaliar a empresa em relação às melhores práticas em saúde emocional por meio de benchmarks que permitem aperfeiçoar os processos internos para o desenvolvimento da cultura de bem-estar organizacional; 
  • orientar a estruturação de próximas ações de saúde mental com base nas necessidades dos times; 
  • fortalecer a marca da empresa frente à concorrência, para o mercado e como um lugar emocionalmente saudável para se trabalhar. 

Destaques emocionais 

Atualmente, existem protocolos embasados em inteligência artificial que por meio da aquisição de comentários abertos, como aqueles presentes em pesquisas de clima, são identificadas várias características sobre o cenário organizacional.

Um deles é o índice de bem-estar, usado para identificar o nível de desenvolvimento emocional das empresas.

Entre 2022 e 2023, a Great People Mental Health realizou a análise do caderno de comentários da pesquisa de clima das empresas premiadas nos rankings GPTW e apresentou as organizações com base nas maiores pontuações obtidas — destacando as melhores em saúde mental dentre as Great Place To Work no Brasil

O Destaque em Saúde Emocional é uma categoria exclusiva para empresas que participam dos rankings GPTW Brasil. As empresas reconhecidas nessa categoria não medem esforços para construir ambientes emocionalmente saudáveis para os seus colaboradores e conquistam um selo válido por 1 ano. 

A saúde mental se tornou um tópico estratégico no mercado de trabalho nos últimos anos. A crescente consciência sobre os impactos e consequências de ignorar problemas de saúde mental, respaldada por dados estatísticos alarmantes, evidencia a necessidade de ação proativa das empresas. 

Invista na saúde mental das pessoas da sua empresa

A promoção de ambientes de trabalho saudáveis, o combate ao estigma associado aos problemas de saúde mental e a criação de programas eficazes são essenciais para garantir o bem-estar das pessoas colaboradoras.

As diretrizes estabelecidas pela OMS e as estratégias propostas são o ponto de partida para a implementação de uma cultura mentalmente saudável nas empresas.

Ao priorizar a saúde mental, as organizações não só se tornam mais humanizadas e empáticas, mas também colhem benefícios tangíveis, como aumento da produtividade e redução do turnover.

Portanto, o investimento em saúde mental no trabalho vai muito além das pessoas, é uma pauta estratégica para os negócios e a organização como um todo.

Aproveite a sua visita para conhecer detalhes da Jornada de Certificação GPTW e leve a sua empresa para o próximo patamar! 

Em resumo

O que é a saúde mental do trabalhador?

A saúde mental do trabalhador envolve bem-estar emocional, psicológico e social no contexto profissional. Ela é influenciada por condições de trabalho, relações, carga emocional e suporte recebido no dia a dia.

Quais são os 4 pilares da saúde mental?

Os quatro pilares da saúde mental no trabalho são condições adequadas de trabalho, relações interpessoais saudáveis, reconhecimento com senso de pertencimento e suporte institucional, especialmente da liderança.

O que a CLT diz sobre a saúde mental no trabalho?

A CLT estabelece que empregadores devem garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável. A legislação reconhece doenças mentais relacionadas ao trabalho como ocupacionais e prevê sanções em situações de risco.

Como cuidar da saúde mental no trabalho?

Cuidar da saúde mental no trabalho envolve organizar demandas, promover diálogo, prevenir riscos psicossociais e oferecer suporte contínuo. Ambientes previsíveis e respeitosos reduzem sofrimento emocional.

Crédito da imagem: Freepik.

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1 comentário

  • Postado por: alzimar serrano de freitas •

    Muito bom. Gostei do texto. muito me ajudou em meu aprendizado

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