Por: Editor GPTW

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7 abril, 2016 • 6:02

Você pode até reconhecer a importância de uma pesquisa de clima organizacional, pode até saber que a ferramenta tem impacto direto no engajamento e na produtividade, mas admitir a sua relevância não significa – nem garante – que ela será bem conduzida. É necessário saber aplicá-la.

Tudo começa pela mobilização dos funcionários. Quanto mais pessoas responderem o questionário, mais o levantamento refletirá a realidade da empresa e, portanto, mais assertivo será o diagnóstico. A participação, contudo, deve ser conquistada, não imposta. Aliás, o nível de engajamento em uma avaliação já é, por si só, um indicador importante.

O funcionário precisa entender o propósito de uma ferramenta de medição de clima organizacional e cabe ao RH preparar o terreno antes do início do processo. Aqui, no Great Place to Work, oferecemos palestras de palestras de sensibilização pré-pesquisa: uma para os líderes e outra para os liderados.

Geralmente, as empresas enviam um comunicado sobre suas pretensões em relação ao estudo, mas, dependendo do tom, a mensagem pode intimidar os participantes. Veja sob o seguinte aspecto: se um líder tem bônus e benefícios vinculados aos resultados da pesquisa, na teoria, vai tentar engajar os seus liderados a responderem as afirmativas de um modo positivo. Pode existir até uma espécie de coação, uma tentativa velada de força-los a responder de modo que seja favorável ao empregador.

Isso é problemático porque a intenção de uma pesquisa de clima organizacional não é agradar a liderança, mas mostrar o cenário real. E uma empresa, por melhor que seja, tem aspectos positivos e outros a serem melhorados. Há sempre algo que pode ser aprimorado independente de quanto tempo uma organização usa a ferramenta e faz gestão de pessoas.

A confiança, então, é o elemento principal para a mitigação de equívocos no processo. Quanto mais o funcionário acreditar no processo – manter o sigilo dos participantes é essencial – e no uso do instrumento para melhorar a empresa, mais engajado ele estará.

Para aplicar essa ferramenta com sucesso, confira abaixo algumas dicas do Great Place to Work:

1. Invista na comunicação
Faça uma campanha interna que mostre para que serve uma pesquisa de clima organizacional e de que forma ela ajuda o ambiente empresarial.

2. Promova uma sensibilização
Reúna a equipe de gestores e explique não só o valor de uma pesquisa para toda a empresa, mas a importância de deixar o funcionário à vontade para responder. Ninguém deve se sentir coagido ou pressionado para participar! Passe a mesma mensagem para os demais colaboradores.

3. Garanta a confiança no processo
Sempre que falar sobre o levantamento, dê segurança a quem participa dele – seja ele líder ou liderado. Ressalte, por exemplo, o sigilo absoluto, a transparência dos resultados e a imparcialidade do pesquisador.

4. Organize um cronograma
Uma pesquisa de clima organizacional não é feita em um só dia. Portanto, reserve algo em torno de duas semanas para que todos possam participar com calma e contribuir com o resultado.

5. Analise as particularidades
Cada empresa tem uma realidade. Quem tem mais pessoas trabalhando no chão de fábrica, por exemplo, precisa se preocupar em disponibilizar totens para que os funcionários que não trabalham no computador possam responder o questionário. Analisar a logística da condução de uma pesquisa é essencial.

6. Apresente os resultados
Todo mundo que participou – e também quem ficou de fora – deve saber quais são os resultados da pesquisa. Mais do que isso: as pessoas querem ver planos de ação para os pontos críticos revelados pelo estudo. Muitas empresas, inclusive, contam com a própria colaboração dos funcionários para desenhar as ações que irão levar a empresa para um cenário melhor.

Agora, você já está pronto para começar a sua pesquisa. Vamos lá?

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