Por: Lina Nakata

Por: Lina Nakata

24 setembro, 2018 • 3:24

Desde o momento em que criamos nossas primeiras memórias, podemos nos lembrar de muitas coisas e situações vividas. As diversas experiências – boas, ruins, inesquecíveis – vão se acumulando na nossa bagagem pessoal e, claro, ao final, formamos nossas opiniões sobre os mais variados assuntos, sejam voltados para lugares, pessoas, objetos, comida ou, até mesmo, organizações.

Você já trabalhou em uma empresa que lhe marcou muito? Foi por bem ou por mal? Geralmente, gravamos as experiências mais fortes, e costumam ser as extremas: por exemplo, quando batemos uma meta super desafiadora e ganhamos um excelente prêmio, ou quando recebemos um feedback tão ruim que temos trauma para o resto das nossas vidas.

De qualquer forma, esse acúmulo de diversas vivências faz parte da nossa rotina, e o employee experience é a soma de todas as experiências de um funcionário por meio da sua conexão com a organização – todas as interações do colaborador, desde o primeiro contato como um candidato potencial, até o fim do vínculo de trabalho com a empresa.

E de onde surgiu essa ideia de tratar a jornada do colaborador como algo relevante? Bom, de acordo com a consultoria Gartner, mais de 90% das organizações estão batalhando com base no customer experience (CX), ou seja, querem oferecer as melhores experiências para o seu cliente. Em 2017, por exemplo, 50% dos investimentos em produtos foram direcionados para as inovações em customer experience. Ao observar essa movimentação, várias empresas perceberam que não adiantava olhar somente para aquilo que o consumidor queria, mas sim seu próprio funcionário! Aliás, como consumidores que escolhem dentre inúmeras marcas, baseados em avaliações que podem ser acessadas digitalmente, muitas pessoas usam os recursos online para comprar algo entre empregadores potenciais – e decidir o que proceder com essas empresas que oferecem o tipo de experiência que eles procuram.

No início de 2018, foi publicado um artigo na revista Forbes, pela Denise Lee Yohn, que destacava exatamente essa tendência, que este é o ano do employee experience (EX)! Ela começa já descartando o que não é esse conceito:

  • Novo RH ou RH melhorado: EX envolve muito mais que os processos de RH, mas o domínio de serviços, comunicação corporativa, tecnologia etc.
  • Agrados e festas: não é apenas oferecer uma sala animada, academias e pufes, pois EX significa desenhar e entregar experiências distintas para os funcionários que estão alinhados à cultura desejada.
  • Employer branding: não se trata de reputação da marca da empresa, ou seja, o lado externo, mas sim cuidar das experiências diárias que são promovidas aos funcionários.
  • Tratar os funcionários como clientes: apesar de EX vir do customer experience, o relacionamento com o colaborador deve ser mais próximo e vinculado com propósito; o relacionamento com o cliente é menos completo.
  • Engajamento: este é um item que é diagnosticado em pesquisas de ambiente de trabalho, mas é diferente de ser proativo e gerenciar adequadamente a experiência do colaborador.

De acordo com a Deloitte, para que as empresas consigam aplicar bem o employee experience, os empregadores devem providenciar desenvolvimento mais rápido, movimentar as pessoas mais regularmente, promover ciclos contínuos de promoção e fornecer mais ferramentas aos funcionários, para que eles gerenciem suas carreiras. Afinal, as pessoas querem ter experiências positivas e se sentir bem no seu trabalho.

E o que se ganha investindo em employee experience? Segundo Jacob Morgan, uma das principais referências no tema, os resultados de se aplicar EX são:

  • 28x maior probabilidade de ser uma das Fast Company’s Most Innovative Companies
  • 11,5x maior probabilidade de ser uma Glassdoor’s Best Places to Work
  • 4,4x maior probabilidade de estar na lista LinkedIn (North America’s Most In-Demand Employers)
  • 2,1x maior probabilidade de estar na lista Forbes (World’s Most Innovative Companies)
  • 2x maior probabilidade de constar na American Customer Satisfaction Index

Para ilustrar, temos o caso do Starbucks, que entende que deve atuar com o princípio “aja como se fosse o dono do negócio”. Assim, a empresa não precisa gastar dinheiro com publicidade, pois seus colaboradores se tornam parceiros e são a melhor publicidade que a empresa poderia ter!

Cuidar de todas a jornada do funcionário na empresa faz toda a diferença. O que a sua organização está fazendo sobre isso? 

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2 Comentários

  • Postado por: Edson Barbosa •

    Excelente texto, e para refletir!

  • Postado por: Nikolas •

    Muito bom o conteúdo. Parabéns pelas referências.

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