Por: Lina Nakata

Por: Lina Nakata

21 novembro, 2018 • 4:28

Sua marca empregadora é boa? Saiba mais sobre employer branding e qual é a sua relação com employee experience

Você já pensou em trabalhar no Google? E na Ambev? Santander, Mc Donald’s, talvez Natura, Magazine Luiza ou Itaú? Se sim, é porque os nomes dessas marcas nos chamam a atenção, de alguma forma. E o que é que elas têm em comum? São marcas empregadoras fortes. Não por acaso, também são reconhecidas por promoverem um ótimo lugar para trabalhar. Essa relação faz sentido? A marca da sua empresa atrai bons clientes? E bons funcionários?

A reputação da marca de uma empresa está diretamente relacionada às decisões corporativas, que carregam um grande poder de irradiação pelos diversos efeitos que provocam, uma vez que existem partes envolvidas que são vulneráveis e mantêm vínculo com a organização interna e externamente, gerando consequências a estes grupos aos quais pertencem. Os participantes internos são os trabalhadores, líderes, dirigentes e proprietários, enquanto os externos correspondem aos clientes, fornecedores, prestadores de serviços, bancos, credores, concorrentes, autoridades governamentais, representantes da mídia, comunidade local e entidades da sociedade civil – sindicatos, associações profissionais, movimentos sociais, clubes de serviços e igrejas.

Com isso, as organizações precisam atentar-se a este novo mundo da transformação digital, cuidando para que a reputação da marca da empresa seja preservada. A reputação está baseada na percepção de todos os públicos, sendo constituída pela sua identidade corporativa que é composta pelo nome, marca, símbolo e autoapresentações. Torna-se de alta relevância para as organizações saberem como se portar diante de todas as formas que transmitem infinitas informações. É importante se posicionar e elaborar mensagens com atenção, utilizando os canais de comunicação de maneira efetiva, criativa e atrativa para futuros candidatos, com a ideia de que busquem trabalhar em determinada organização.

O employer branding – ou marca empregadora – tem sido tratado de forma cada vez mais frequente, pois é a imagem transmitida para os stakeholders de forma geral e, claro, pessoas que trabalham ou trabalharão na empresa. Mas qual é a sua definição?

O conceito de employer branding é o estímulo na vontade das pessoas trabalharem em alguma organização, sendo uma ferramenta estratégica para atrair, captar e manter talentos. Trata-se de uma função de marketing institucional que contempla ações internas e externas para melhorar a imagem da empresa no mercado, maximizando a percepção de valor da marca. Qualquer informação, publicação, relato ou notícia pode contribuir para o valor da marca empregadora de uma organização. As empresas estavam mais focadas em trabalhar a marca visando o consumidor, mas muitas já estão direcionando esse esforço ao próprio colaborador, pois quando ele mesmo compra a ideia e assume o compromisso da marca, tudo funcionará melhor para todos.

E por que o employer branding é importante? Para contar com os melhores profissionais, sendo também aqueles que têm maior adequação cultural com a organização. Além disso, se você tratar bem o funcionário, não é natural que ele cuidará melhor do cliente? Como tendência, também percebemos que os jovens buscam trabalhar em empresas conhecidas por fazerem o bem, e assim conseguem também cumprir com seus propósitos de vida.

E a gestão da marca não pode estar atrelada somente à marca, mas também às práticas desenvolvidas e aplicadas na organização, que precisam ser sustentáveis. Por exemplo, o Magazine Luiza divulga o lema “vem ser feliz”, e isso busca atingir clientes e (novos) funcionários. Funcionários são a melhor publicidade, pois eles sentem o dia a dia, e podem dizer aquilo que recebem de experiências.

De acordo com uma pesquisa da Michael Page, com mais de 4.500 candidatos, há três fatores que são mais importantes ao escolher seu empregador: as funções do trabalho, a remuneração e a reputação da organização. Adicionalmente, apenas 6% deles usam exclusivamente as informações divulgadas no processo seletivo ao decidir sobre o aceite do emprego, mostrando que as pessoas têm buscado diversas fontes para escolher onde vão trabalhar. Atualmente, diversos meios – dos mais formais aos mais informais – têm revelado como é o trabalho nas empresas.

Outra pesquisa, feita pela Page Talent, apontou que 55% das pessoas leva em consideração a marca do empregador ao procurar por uma vaga. Essa identificação com o employer branding é positiva, já que os profissionais investem boa parte do tempo de suas vidas no trabalho e procuram ter seus valores alinhados com a organização.

Aliás, isso não é parecido com employee experience? Na verdade, há uma forte relação entre ambos os conceitos, que podem ser visualizados na ilustração a seguir. O employee experience está mais ligado à jornada e respectivo conjunto de experiências que o funcionário vive com a organização, e o employer branding é a forma como a empresa se posiciona e se projeta para o mercado de trabalho e as outras partes envolvidas, apresentando a sua reputação como empregadora.

Então, temos um ciclo: a empresa conta com gestores que geram um espaço com relações de confiança, cujos funcionários se sentem bem e externalizam isso, que por sua vez revelam os bons ambientes de trabalho, atraindo melhores talentos que querem trabalhar nesse lugar. Esses talentos são responsáveis por transformar os ambientes de trabalho e o ciclo permanece de forma viva e constante, mantendo forte o employer branding.

E você já pensou em apresentar a sua empresa – para clientes, acionistas, comunidade e, claro, funcionários – como um ótimo lugar para trabalhar? Não seria incrível? Já temos mais de 1.000 empresas que são certificadas pelo Great Place to Work! Ao transformar a qualidade dos ambientes de trabalho, podemos também transformar os valores e a maneira com que as pessoas se relacionam dentro e fora da empresa, contribuindo para a melhoria de nossa sociedade. Mais do que apenas uma crença, essa é a razão pela qual o GPTW existe.

Deixe seu Comentário

6 Comentários

  • Postado por: Ana Claudia Braga Mendonça •

    Palestrei sobre Employee Experience dia 04 de dezembro, mostrando o trabalho que estamos fazendo e o retorno que isso pode trazer para a organização…

    • Postado por: Lina Nakata •

      Olá Ana Claudia, muito bom saber da sua iniciativa!

  • Postado por: Doug Souza •

    Ainda não é uma realidade para a empresa na qual estou trabalhando, mas tudo o que tenho lido nestes artigos só me faz crescer a vontade de um dia poder sermos vistos desta forma.

    A existência do GPTW é muito importante para o mundo empresarial.

  • Postado por: Leone Carneiro Santos •

    Muito bom o artigo. Conceitos atuais e importantes diante da situação empregatícia

  • Postado por: Antonio Wilson Dias de Souza •

    Gostei bastante. Tenho, entretanto, um questionamento: A maioria das empresas brasileiras são de pequeno porte. Cuidam muito mais da sua sobrevivência do que outra coisa, tal como planejamento estratégico, posicionamento de marca e etc. Como então, aplicar esse conceito nessas organizações? Ao que parece, funciona bem para grandes empresas.

    • Postado por: GPTW •

      Entendemos que a realidade das PMEs é diferente da das grandes corporações, mas a ideia é trabalhar os conceitos, como o de Employer Branding, dentro do contexto de cada empresa. Talvez, a PME não consiga investir grande montantes para ter um super plano de Marketing voltado para Employer Branding, mas dá para, por exemplo, empoderar os funcionários para que eles sejam embaixadores da marca no dia a dia. Temos um ebook com dicas nessa linha: http://bit.ly/ebook-marketing-e-rh

Conteúdos Relacionados

Assine a newsletter do GPTW

e fique por dentro das nossas novidades

Inscreva-se